Road Movie #01 – Rejeitados pelo Diabo – Rob Zombie

setembro 11, 2009

A partir deste post vou começar a falar sobre filmes que por um motivo ou outro traz assuntos como carros, viagens, referências old school, enfim, não vou colocar muitas regras para definir como esses filmes irão parar aqui. Talvez a razão seja óbvia, talvez não, mas daí eu explico.

Para começar essa nova sessão escolhi o “Rejeitados pelo Diabo”, pela estrutura de road movie e pelo seu diretor.


Foco nos personagens bizarros, heróis de um mundo politicamente incorreto, onde a violência é a diversão. Capitão Spaulding, um palhaço sujo com dentes podres e sua família de desajustados e párias psicopatas assassinos: Baby, uma garota sedutora, com cara de anjo mas uma personalidade sádica, seu irmão messiânico, Otis de cabelos grandes e barba grudenta são os personagens principais dessa espécie road movie B dirigido por ninguém menos que Rob Zombie.

Vamos falar um pouco sobre esse rapaz: Nos quase longínquos anos 90, em meio a grunges, neo hippies, neo punks, e outros neos, apareceu uma banda ímpar, o White Zombie. Porque ímpar? Porque seu som era embasado em sua estética. Ok, até aí nenhuma novidade certo? Errado, a estética em questão era uma mistura de Filmes B do Zé do Caixão, Ed Wood, fantasias de monstros mal feitas, Ed “BigDaddy” Roth, zumbis obviamente e…  carros dos anos 50, muscle cars, hotrods, pin-ups, etc. misturados a guitarras poderosissimas soando como um Sly & Family Stone do mundo bizarro.  E qual era a cabeça que estava recheada dessas sandices e capitaneava a banda? Rob Zombie.

Essa é pra lembrar.

A Gloriosa Década de noventa acabou, assim como o White Zombie, e agora? O que o nosso pequeno Robbie poderia fazer???

Seguir carreira solo, o que mais? E foi isso que ele fez, mas, espere, não é só isso, Rob Zombie é meio multi artista, além da banda ele também ilustra (sua inspiração é escancaradamente o RatFink.), é desses caras que compram seu ideal, então para ele, nada mais natural do que filmar seu próprio filme B. O nome do filme faz juz a referência: “A casa dos 1000 corpos”. Lançado em 2003, não recebeu boas críticas (principalmente pela continuidade, que faz a história parecer sem pé nem cabeça, e ela realmente o é.) mas chegou a alcançar um status de “cult”, talvez pela sanguera gore e por ter Rob Zombie atrás das máquinas, em 2005 fez o nosso filme roadmovie do inferno, “Rejeitados pelo Diabo”, uma continuação do primeiro, mas com foco e inspiração diferentes, ele foi bem melhor recebido tanto que depois disso foi só alegria para o barbudo e agora diretor de cinema de verdade, filmou o remake do “Helloween” contando a origem da sede de sangue do Psico Michael Myers, está refilmando o clássico B de terror “A bolha assassina” e prepara para 2011 outro filme chamado “Tyrannosaurus Rex”.

Bom, depois dessa longa apresentação de credenciais, voltemos ao filme. Como já disse ele é a continuação da “Casa dos Mil Corpos”, mas bem mais centrado, apesar de ainda seguir a estética  filme B sanguinolento, não é tão gore quanto o anterior. Ele mostra a fuga da família Firefly, três psicos assassinos responsáveis por várias mortes do filme anterior, conhecidos como os “Devil´s Rejected”. Na incontável lista de assassinatos está o irmão de um xerife de uma cidade no Texas, que nesse filme caça os Firefly pelas estradas vazias dos Estados Unidos, meio aquela parte que eles roubaram do méxico, deserto e árido, sobe o sol escaldante em busca de vingança. A essa altura, você já percebeu que o filme é barra pesada, então, se você não está disposto a ver violência gratuita, litros de sangue, humor azul de tão negro, situações perturbadoras e bizarrices em geral, esse filme não é pra você.

Rob Zombie tem uma tendência clássica de torcer pelo bandido, o que já acontecia no “Casa dos 1000 corpos”, transformando toda a matança promovida pela família Firefly numa espécia de confirmação do espírito livre fora-da-lei e retratando os personagens com carinho (pelo menos entre eles) por mais estranho que possa parecer, mostrando uma unidade familiar em meio a fugas, tiros, sangue e sadismos. Os diálogos tem um que de Tarantino, mas de leve, não chega a ser memorável  mas tem seus bons momentos, como a do Capitão Spaulding solicitando/roubando o carro da dona de casa para um “Top secret clown bussiness”.


Com certeza o filme mostrou uma evolução de Rob Zombie na direção, tanto que sua carreira deslanchou depois dele.

A fita vale a pena pela referência e pela ótima atuação de Sig Raig na figura bizarra do Capitão Spaulding, e claro pela bela esposa de Rob, Mary Moon Zombie, tão lindinha e tão sádica psicopata, é um contraponto interessante.

Uma galeria como de praxe.

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