Depois de um hiato forçado, dou continuidade no post da visita à BadBug Garage.

Dica 02 – SUSPENSÃO, FREIOS E CÂMBIO

Uma grande dica que tirei do Eric foi o uso da suspensão traseira da VariantII brasileira ou da Kombi, isso porque a suspensão original do fusca é baseada num facão rígido, isso faz com que, ao rebaixar, as rodas se inclinem para dentro, é bastante comum vermos fuscas rebaixados com essa formatação nas rodas traseiras. O resultado é, além da desarmonia visual, o evidente desgaste do pneu e da própria suspensão.

A suspensão do tipo IRS ou Independent Rear Suspention, utilizada na Variant II e na Kombi não causa esse desequilíbrio, assim o desenho da suspensão deixa que pneus continuam retos. No aspecto visual as vantagens são óbvias, dando um resultado harmônico no conjunto traseiro. No técnico, melhores ainda, tendo reflexo direto na estabilidade do carro, deixando mais confortável de andar e guiar, portanto, mais seguro. Além disso, as rodas retas permitem um aproveitamento maior do espaço na traseira do carro possibilitando que, no projeto de design, este seja melhor aproveitado, o ideal é encontrar um conjunto de suspensão traseira IRS de Variant II ou Kombi, com jogo de câmbio, os freios a disco.

Anúncio de época da VariantII

Bom, daí pra frente temos um mar de opções de adaptação, afinal estamos trabalhando com um Fusca. Podemos optar por um câmbio de quatro marchas de SP2/Kombi ou até de cinco marchas, várias configurações de suspensão e outras tantas para freiar sua máquina. Dependendo, é claro, das idéias, disposição e da grana no bolso. Penso de início num de 5 marchas, pra manter a idéia de conforto ao dirigir, freio a disco e uma suspensão IRS não muito baixa, não quero socar o carro no chão.

No quesito “grana no bolso”, Eric dá outra dica: A EMPI Volkswagen Parts. Uma espécie de Mopar para VW’s, onde você econtra todo tipo de peça ou equipamento relacionados à montadora alemã, de kits de carburação a adereços internos e externos. O preço é outra história.

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Chegou a hora de falar do meu “Projeto Volksrod”. Para tanto fiz uma visita a Bad Bug Garage, para tirar todas as minhas dúvidas sobre como construir um Volksrod. A conversa serviu preu decidir qual caminho seguir e como viabilizar o meu projeto, mas também serviu para trazer essas informações para o blog e compartilhá-las. Afinal, a informação é feita pra rodar.

A oficina de customização é a pioneira na idéia dos Volksrods aqui no Brasil, como já havia comentado, foi quando vi o fusca Harley Bug (uma das primeiras criação da oficina), que ficava parado perto da minha casa, em frente ao prédio onde morava Eric Martins, dono da Oficina e Escuderia daqui de São Paulo, que decidi levar a frente essa história de projetar um fusca Hotrod ou, o Volksrod. Entre idas e vindas acompanhei como espectador a evolução da idéia e da oficina, antes na Lapa, depois na Pompéia e agora em definitivo na Caio Graco, na Lapa novamente.

A Bad Bug Garage surgiu de um passatempo de amigos, e uma vontade “do it yourself”. Desde o primeiro fusca, preto fosco com rodas vermelhas, a evolução é clara, e as propostas cada vez mais ousadas, como um volksrod baseado no raro modelo Stoll Coupe que estava em fase de produção quando visitei a oficina e será um carro de exposição, e num projeto futuro, comentado por Eric, de um Fusca pickup com motor V-8, um “autêntico” hot rod. A criatividade é o limite e caracteriza o posicionamento da Escuderia.

Foram mais de 1 hora de papo começando ao som de Black Sabbath que tocava no rádio, e mais um tempo para uma sessão de fotos ao bom e velho estilo old School, usando uma camera russa, a Lomo e uma Pentax K1000 totalmente mecânica. Infelizmente não consegui pegar nenhum projeto em finalização, de qualquer forma o ambiente já rendeu bons cliques, apesar de um dos filmes ter dado problema rolou um Photoset bacana. Aproveito para agradecer o Eric pela atenção e pela aula sobre fuscas e a cultura hot rod e old school. Enjoy!

A conversa gerou bastante material, então eu decidi decupar as dicas em posts separados focando cada assunto e vou pondo no ar a medida que produzo.

Ficamos assim então, fiquem ligados, nos próximos posts vou listar dicas e idéias que consegui tirar da visita. Vamo que vamo!

E se quiser fazer uma visita e tirar suas dúvidas pessoal, segue o jabá: BadBug Garage, Rua Caio Graco, 216 na lapa, ou acesse o site da bad bug clicando aqui.